domingo, 19 de julho de 2009

Okada Emiko

Foto: Hiroshi.

Young Leaders Brasil, nossas guias e a amada palestrante sobrevivente da bomba, Emiko.

Dichans de Hiroshima

http://www.youtube.com/watch?v=I3LzB8SwgYY
Foto e tradução da conversa: Adriana

Esses queridos vovôs sobreviventes nos deram uma aula de respeito, amor, esperança e vida. Esse da esquerda com quem estou abraçada, contou que a vida toda foi ignorado, que eles tem documentação especial e que por causa das quelóides, ainda hoje, são destratados. Como podem ver ele tem uma luva grande de lã em uma das maos, que é bem deformada por causa da radiação. Nem preciso falar que depois enchemos todos de abraços e beijinhos brasileiros.

Harry Truman, o presidente.


O presidente que autorizou o bombardeio de Hiroshima. Günther Anders relembra as declarações de Truman. Em seu diário escreveu: “disse ao secretário da Guerra, o Sr. Stimson, para a usar (a bomba) de maneira que objetivos militares, soldados e marinheiros sejam os alvos e não mulheres e crianças (…) Ele e eu estamos de acordo. O alvo será puramente militar.” Mesmo sabendo que as bombas iriam destruir cidades, atingindo civis, hospitais, escolas e não apenas alvos militares. Ele pensava estar poupando vidas humanas (“americanas e japonesas”, escreveu no seu diário).

Coronel Paul Tibbets

A tripulação do Enola Gay não apresentou quadro psiquiátrico. Eles tiveram a responsabilidade do lançamento da bomba e puderam contemplar, o cogumelo atômico e não desenvolveram quadros de stress pós-traumático. Dizia que limitou-se a cumprir o seu dever.
E até batizou o avião com o nome da sua mãe e a bomba com o de Little Boy.
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01/11/2007
Morre piloto dos EUA que jogou bomba de Hiroshima
Reuters/Brasil Online

CHICAGO (Reuters) - Paul Tibbets, o piloto do avião norte-americano que jogou a primeira bomba atômica sobre o Japão, em 6 de agosto de 1945, morreu nesta quinta-feira aos 92 anos, informou um jornal. Tibbets, que morreu em sua casa em Columbus, Ohio, sofreu derrames e estava sofrendo de insuficiência cardíaca, afirmou a edição online do Columbus Dispatch.
Piloto experiente que voou sobre a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, Tibbets era um coronel de 30 anos no comando do Enola Gay, um super B-29 que recebeu o nome por causa da mãe dele. Depois de um vôo de seis horas rumo ao Japão, a tripulação de Tibbets despejou a bomba. "A cidade que vimos tão claramente à luz do sol alguns minutos antes era agora uma feia mancha. Ela tinha desaparecido completamente sob esse terrível cobertor de fumaça e fogo."
A bomba matou instantaneamente cerca de 78 mil pessoas. Até o fim de 1945 o número de mortos chegou a 140 mil em uma população estimada em 350.000.
Tibbets disse em entrevista que não se arrependia da decisão de jogar a bomba. Ele se tornou general de brigada antes de deixar o corpo militar, em 1966.
(Texto de Andrew Stern)

Günther Anders, mais que um correspondente, um amigo.


Günther Anders e sua esposa, a pensadora alemã Hanna Arendt

É na década de 50 que o percurso de Eatherly passa a ser conhecido mundialmente, e a sua história vem despertar o interesse do filósofo alemão Günther Anders.
Ambos mantem uma correspondências regulares durante vários anos consecutivos, Anders, teve a capacidade de intuir a significação ética e política do caso de Eatherly, vê a sua figura trágica como o símbolo da nova situação moral em que foi colocado após o desenvolvimento tecnológico das armas nucleares.
“A guerra atingiu certo caráter espectral, pois os inimigos já não entram em confronto direto, e a magnitude dos efeitos da nossa ação excede em muito as nossas faculdades psíquicas, em particular, a nossa imaginação. O que realmente podemos fazer, é maior do que podemos imaginar; podemos produzir coisas que ultrapassam a capacidade de reprodução da nossa imaginação”. Trecho de uma de suas cartas.
A doença de Eatherly era uma prova da sua sensibilidade moral, da sua capacidade para manter viva a sua consciência apesar de ter sido uma simples peça da indústria bélica.
Eatherly exprime isto com nitidez em uma das suas cartas: “Tenho a impressão de que na cadeia senti-me sempre mais feliz, o castigo permitia expiar a minha culpa”.

Straight Flush


Claude R. Eatherly


Major Claude Eatherly, pilot at Hiroshima, Galveston, Texas, April 3, 1963.

“We got your message on the radio Conditions normal and you´re coming home Enola Gay Is mother proud of little boy today?” OMD (1980) Para Koichi Shibata, algures em Marrocos.

No dia 6 de Agosto de 1945, à 01:45 da madrugada, Eatherly descolava da base das Ilhas Marianas, ao comando do avião B-29 Straight Flush, com a missão denominada “Hiroshima A Bomb Mission”, cujo objetivo era avaliar as condições atmosféricas sobre a cidade de Hiroshima.
O céu de Hiroshima tinha boas condições de visibilidade. O "Go ahead!" de Eatherly foi o sinal combinado para que outro avião bem mais famoso, o Enola Gay, baptizado assim em homena­gem à mãe do seu coronel Tibbets, se dirigisse a Hiroshima com o objetivo de lançar a sua bomba Little Boy sobre os céus da cidade japonesa. Isto aconteceu às 8:15, hora local.